
Rasgo silêncios plantados nos jardins
Ancorados nas falésias de barro
Que ergui além, longe de mim.
Do eco brotado desse ato fugaz
erigi um velhonovo retrato
em pretobrancocarmim.
Multicolor! Simples, assim!
Poesias etc e tal.
Sei é da força pungente que me lança na vida como satélite espião.
Sou conteiner de radares, sonares. Explosão!
Indumentária metamorfoseante daquela e que fez essa
: andrógina.
Detecto lamentos exalados nos cantos de cada saudade;
Atleta de obstáculos porque os vejo muito antes de.
Ser no e para o mundo.
Qualquer faceta que adotar,
a máscara hermafrodita estará a me fantasiar.
Nada de louvar amores,
Alegrias ilusórias,
Idealizar estórias.
Quero almas sem gozos.
Gritar fatos cruéis
Que a vida nos lega: estorvos!
Meu tempo é negro: azeviche.
Trago um peito carcomido pela velhice.
Jovem com olhos em grau de senilidade!
Corpo, sem cicatrizes.
Tenho marcas na alma, no ver as coisas.
Não na idade!
Imagem: Anakin Sk
Fui generosamente indicada para o " PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Para conhecer as regras desse evento clique AQUI . Participe!