
Ai de mim que sigo veredas de sonhos, alamedas de quereres.
Mastiguei pó dos rastros
: não vi farol indicando direção dos olhos teus.
Segui cantando toadas tristes, dilatando essas pupilas ofuscadas
ao longo dos dias em que a distância cravou um abismo
entre o rio de fogo que sou e a frieza que és.
Destilei pólens - semeando flores - para encontrar idílios onde estejam.
Ai de mim que sigo estrelas
: companheiras nas noites amargas em que - sozinha - esperava alento.
Mas tudo que encontrei
: esquecimento.
Imagem: Paula Grenside