sábado, 3 de novembro de 2007

Não vi os olhos teus




Não vi os olhos teus

No dia em que partiste

Sem me dizer adeus

Ou um lamento triste.


Havia de ser dia negro,

Sem luz. Aurora fugidia,

Ocaso sempre efêmero

De minhas parcas alegrias.


Crepúsculo de meus idílios!

Hoje, tu és canto sem melodia,

Loucos desejos perdidos.


E eu, mar em rebuliço, arredia.

Desde o dia em te foste,

Em busca de insanas fantasias.






Imagem: Katerina Lomonosov

12 comentários:

sandra camurça disse...

Puxa, Fernanda, belobelo...Fiquei emocionada, Mulher!

Beijo grande.

Natália Nunes disse...

Esquecer os olhos é o primeiro passo para esquecer a alma alheia...


Beijão, Fernanda.

ro disse...

Aiiiiiii, soneto!!!
Beijo

Bichinho disse...

Lindo!
Beijo fantasma.

Ricardo Rayol disse...

Esse partir desarvorado que parte nosso coração.

Pripa Pontes disse...

mais lindos versos para
melodiar a noite...

emocionante!
como sempre.

Bjos.

ACANTHA disse...

De uma musicalidade tocante, FERNANDA..
Lindo. Lindo e triste.
Adorei (como sempre, né?).

R Lima disse...

Sublime... "Hoje, tu és canto sem melodia,..."

Bjs moça,



Texto de hoje: Reine Sobre Mim...

Visite e Comente... http://oavessodavida.blogspot.com/

O AveSSo dA ViDa - um blog onde os relatos são fictícios e, por vezes, bem reais...

Naeno disse...

Soneto lindo. Tu és uma poeta poeta, qeu já se poderia chamar Fernada Passos Poeta.
Adorei o teu texto. Nada me empolga a sair um pouco de mim, aliás nem tudo, mas essa frouxidão bateu em mim ao ler o teus quatorze versos, vi que o Brasil, tem de contabilizar-te como uma das novas poetas com méritos de ser divulgada e lida em todos os cantos daqui, e onde se pretenda. És bela, porque tua alma é bela, porque tuas mãos abrem os caminhos de onde se encontra e faz o belo.
Dorme, menina. Relê tua poesia, sonha. Vês o qeu o teu coração te disse, pscicografado por tua alma. Sonha, menina! O teu sonhar de alegria. Lança-te nuns braços, hoje estais tão pequeninha.
O primeiro milagre de Deus.

Um beijo
Naeno

Ricardo Soares disse...

viva o lirismo porque o mundo já anda cheio de concreto...que a poesia não o seja
bj
ricardo

benechaves disse...

Oi, querida: para não variar, mais uma lavra de teus belos versos. Aqui, especificamente, falando de despedidas e acasos da existência.

Um beijo no teu olhar...

Clóvis disse...

Belo!De movimento lépido e nuances muito bonitas.