
Sigo ébria no breu de teus olhos.
Não sentes o cheiro do álcool nas trilhas?
Erma
[na escuridão que te assola]
tateio o túnel que criaste para que não te encontrasse.
Sou bebida, desatino em carne, osso e insensatez.
Não esbarro nas esquinas de ti por que tenho visão infravermelha
de gata noturna que zanza zonza em teu corpo.
Estás sem saída.
Aceita o fato
: teu blecaute cabe bem na minha turbina etílica.
Luz de minhas retinas
: farol de milha no carro fantasma que diriges sem rumo
na estrada do adeus.
Se não abrigares minha potência à tua vastidão, morrerás de acidente automobilístico.
O caminho que escolheste tem fim.
Sou fronteira.
Nessa trajetória, a fumaça do motor
: vapor dos suspiros que exalo na saga em que me embrenhei.
Gasosa
[te cerco por todos os lados]
inebrio teus poros.
Meu limite
: tua finitude.
Se não aceitares que sou aurora de teu crepúsculo
e só os olhos meus te mostrarão o caminho de volta pra vida
[sem ida]
morrerás, porque embriagado de mim.
E de mim tu fugias.
Não deixe de passar no Controversos.
Peço desculpa aos amigos pelo meu sumiço - involuntário. Durante a semana vou retribuir as visitas e voltar a atualizar o blogue diariamente. Um abraços a todos que não deixaram de passar por aqui.
Imagem: Mariah