sábado, 6 de outubro de 2007

Teu caminho(no meu corpo)


Sou íngreme, sabes

nos aladeirados

côncavos e convexos


[que me perfazem]


perdeste a lucidez


Minha geometria

: ângulos onde escondes

desejos para saciar luxúrias

gravadas nas entranhas de ti


Inclinada, te recebo liquefeito


no


núcleo do mundo


[meu umbigo]


e


sorvo a saliva

seiva que jorra

alimento meu


Trago teu querer


Sou


[mais que nunca]


: nômade nos espaços

não lineares

da

seara de quereres

germinados no adubo


: tua carne.



Imagem: Quark

11 comentários:

Natália Nunes disse...

Ui!!
Ai, calor! haha.

Delícia de texto, Fernanda!

Beijos, querida.

Ricardo Rayol disse...

Você tem um estilo que acho que perdi por aí .... só acho uma pena que meu sumiço involuntário não justifique um voto de paciência.

ACANTHA disse...

Geometria em forma de poema, encantadores os ângulos que suas palavras tomam, FERNANDA...
(Você desapareceu pq??)

Erika disse...

Vc escreve intenso, Fe.

Lindo, como sempre.

Beijo

Lado B disse...

vc eh intensa no verso e na vida?

Jens disse...

Oi Fernanda.
Vim aqui para me deixar encantar por teus versos calientes. Tua verve continua sensualmente afiada e de extremo bom gosto. Arriba!

o amnésico disse...

Chiaro-oscuro, o frio e o quente, contração e explosão...

Música das esferas!

Beijo.

grace disse...

que saudades de você poeta, aparece ao menos por lá pra dar as caras, pra que eu possa saber se estas bem, o que há de novo.
Muitas coisas aconteceram por aqui, na Terra.

ro disse...

bonito, bonito, bonito...as usual...beijo monótono

Lucas Parente disse...

Quente.

Isso é o que se pode chamar de poesia ardente. Ah, e isso é o que se pode chamar de ventre, uau!

Lucas Parente.

Poliedro disse...

Simpática Amiga:
Uma sensibilidade sedutora feita com arrojo e determinação por sentir o que o seu Ser visualiza e concebe.
Excelente!
Beijos amigos e de muita estima.
pena