quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Densidade Poética




I


Sou densa - mercúrio

peso de anseios

carmim/visceral

passional/efêmera


Brisa a bailar

noturna/soturna

lua cheia de tudo

fase qualquer


Fractal ordenado

caótica massa

liquidez meu interior

que

: decantado

canta

a arte

na poesia

que brota

brota


II


E faço versos

enredos/descaminhos

desconexos/lógicos


na poesia

todo desordenado

ordenada desordem

mostra do sentir

absurdo/claro

ambíguo/metafórico


na poesia, amigo

só a verve


[que irradia na ponta da língua/fantasia]


transmutada em loucura/sã

no grito do poeta.











Controversos, vale conferir. Passa lá!




Imagem: Ana Rita Vaz Cruz

17 comentários:

Maria Regina disse...

Intensa poesia!
Intensa, e bem construída!
Beijos

Erika disse...

vc é tudibom, Fe.

Beijos

ACANTHA disse...

Você tem algum livro publicado, FERNANDA? Sua ordenada desordem (ou ordem desordenada??) estão a merecer um belo exemplar, Menina..

Hugo Simões disse...

Sou fã de suas poesias. Valeu pelos comentários! Passou a ressaca?
;D
Hoje eu tô sem graça pra comentar, então é isso! Beijão!

André Fernandes Branco disse...

Gostei demais. muit bem escrito, com sentimento e inteligência. Gostei dos toques concretistas. Parabéns!

Edson Marques disse...

Fernanda,

vim buscar minha dose diária...


E deixar flores e estrelas!

Natália Nunes disse...

Acho que aprendi a palavra "fractal" aqui, se não me engano.


Viver na gravidade zero para anular todo o peso do mundo!

Beijos!

Poliedro disse...

Minha Amiga:
Belo conjunto de palavras numa poesia muito peculiar.
Fantasia. Sonho.
Tudo! Elaboradas com um carinho enorme e um sentir adornado e lindo de poesia inteligível e ininteligível.
Até na perversidade e dor há encanto.
Loucura?
Todos temos um pouco dela. Está-nos no sangue corre-nos nas veias.
Beijos amigos e de muita consideração
pena

blá blá blá disse...

gostei muito dos dois blogs vou continuar a pasar por cá com certeza. adicionei como favorito lá no kerubina

bjos

Juliana Cintra disse...

Lua cheia de tudo..
Fractal ordenado..

Adorei, adorei tudo.

bjux Fer.

benechaves disse...

Oi, querida: nada como fazer poesia na 'loucura/sã' e nos descaminhos ordenados da desordem ou desordenados da ordem.
Bela feitura de versos que brotam na densa ansiedade de paixões.
Olha: como gostaria de decifrar enigmas... Mas, sei não o que fazer com algumas pessoas que não visualizam 'o apanhador...'. É apelar para o bom senso da blogosfera (rs). E se ela não tiver?
Eis, aí, a grande questão... Clamo, aqui, então, os deuses de boa consciência (rs).

Um grande e afetuoso beijo...

maria josé quintela disse...

intensamente carmim.a poesia.
leve a polpa dos dedos.

ro disse...

Obrigada pela divulgação. Como sói acontecer às 6as.feira, já tá atualizado. Lamento sua ausência. Beijo

Perdição disse...

Muito legal....gosto muito de poesias sem rima!!!só não tenho do dom de faze-las!!!fractal mente envolvente!!!

Marcelo F. Carvalho disse...

"na poesia

todo desordenado

ordenada desordem"

Na poesia tudo sempre é achado. A própria poesia se procura, na esperança das palavras, clamando sentido, pelo menos para os sentidos.
________________
Abraço forte!

Priscilla Pontes disse...

tantas são as amiguidades q nos formam...
mais um belo poema que tenta retratar a complexa natureza humana...
parabéns Fê!

Bjos.

cm disse...

alquimia de palavras vestida pelo pulsar da vida...