terça-feira, 31 de julho de 2007

Poema sem eco


Foto: Paloma




Bebe o fel dos versos desta parideira de poemas sem eco,

saboreando o veneno gasoso que exala de meus poros.

Não sentes minha mudez desde que te foste

montado no cavalo de penas roxas?

As letras calaram e o silêncio gritante

inunda meus ouvidos.

Minhas pernas circundadas de ilhas do esquecimento.

Meus istmos, pontes para atravessar o poço de saudade

que cavei nas noites infindas em que amava,

sozinha.

15 comentários:

Edson Marques disse...

"ponte necessária para atravessar o poço de saudade

que eu mesma cavei nas noites infindas em que amava,

sozinha."



Isto é coisa para ficarmos degustando o resto do dia!


Abraços, flores, estrelas..



.

Marcelo F. Carvalho disse...

Poema lançado mas que não volta... Foi a procura de quem partiu e morreu por lá, sem rima.
___________
Lindíssimo, minha cara.
Que beleza de pedaços sensoriais!
Abraço forte!

José Manuel Dias disse...

...obg pela partilha...abraço de Portugal

Marcelo Cantalice Dias disse...

"As letras emudeceram e o silêncio gritante inunda meus ouvidos."
Profundo e incessante...
Amadurece a cada linha...
Show!
Beijos

Márcio disse...

Menina, esse começo eu vi direitinho as bruxas de Macbeth! Fabuloso!

Gabriela disse...

obrigada pela visita e pelos comentários, volte quando quiser :D

andei lendo alguns dos seus versos,
além de bem sentidos, eles me passaram liberdade, até pra fazer das suas as minhas: - voltarei.

beijo.

Bion disse...

Caramba.

Que profundidade.

Vou ter que ler de novo.

Bion disse...

Eu adorei isso: "parideira de poemas sem eco".

Lindo!

Ro Druhens disse...

Muito obrigada pela sua visita e gentilíssimo comentário. Caso aceite uma sugestão, tire o "hehehe" da descrição do blog pois sua aventura pela poesia e aquela navegação precisa da qual falou o Pessoa. Você é poeta, linda e comovente. Parabéns!!!

Fernanda Passos disse...

Sugestão aceita e feita.
;)

Milla Loureiro disse...

pq me chamou de natalia?

meu nome é Camilla.Rsss

Milla Loureiro disse...

VOLTE PARA UM CAFÉ SEMPRE...SERÁ UM PRAZER!


SEUS POEMAS SÃO PROFUNDOS E INTENSOS, NOSSA MÃE!

=))

Assis de Mello disse...

Poeta Linda,
Você está aprendendo direitinho.
Soltou-se, incluiu imagens inusitadas, destoantes de cada momento poético.
Esse poema tem uma beleza de difícil descrição.
Continue revoando com pelos, penas e poros.
Vc é ótima !!!

ya disse...

quando mesmo o que extraímos do âmago do nosso ser não faz efeito, e qdo de nossa tentativa de falar só sai poeira,terra e excremento.

palavras, que muitas vezes, não atingem ninguém,
nem a nós mesmos...

acabamos por transpirar sentimentos nocivos. ou tlvz apenas libertar nosso ego contido..

até nossa própria presença se torna um martírio que devemos engolfar.
e após tal solilóquio percebemos que cantamos sozinhos...

e a srtª conseguiu enaltecer todas essas fagulhas que nos massificam diariamente. admiro mto isso,
você muda seu estilo.
é bastante versátil!
e isso é um chamariz para quem quer escutar o chamado dos poetas naufragados.
parabéns parabéns e parabéns

imagino o que verei nesse blog
contos? músicas? =P

Brunno disse...

A parte do esquecimento parece uma aquarela de palavras.