sábado, 14 de julho de 2007

Ida


Rumo a ti vou agora.

Ouço o som de teus cabelos,

Sinto o gosto de teus olhos,

Ainda guardo a melodia de tuas palavras.

E entres tantas vontades vãs,

Somente a esperança me acalenta.

Caio do céu sem estrelas.

Ando triste a sonhar...

Rabisco letras inúteis,

Leio livros ao avesso,

Anoto tuas impressões,

Tenho muitas sensações

E nada de te encontrar.

2 comentários:

Marcelo F. Carvalho disse...

Fernanda, obrigado por ter "Ido" ao blog. A porta estará sempre aberta. Critique também, me ajude a melhorar!
Abraço forte!
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Agora: "Ouço o som de teus cabelos","Ainda guardo a melodia de tuas palavras","Caio do céu sem estrelas". Lindo demais. A escolha das palavras certas é sempre um momento solitário, nem a gente às vezes parece estar lá. Muito bonito.

Perdição disse...

"Sinestésica ida rumo a ti.
Que aleatoriamente confunde sensações.
Sinto o gosto e o cheiro do que vi
Preenche-me quão quanto Camões!"

fica este humilde verso para esta linda poesia!!!